ALOJAMENTO E SERVIÇOS DE RESTAURAÇÃO DE LISBOA RECUPERAM EM 2022



Lisboa está entre as cidades europeias que deverá recuperar o Produto Interno Bruto (PIB) para níveis pré-pandemia em 2022, revela uma recente análise da Oxford Economics, embora assinale sete cidades em que essa recuperação para números pré-COVID possa acontecer já em 2021. Contudo, o que a análise da Oxford mostra é que, apesar dessas sete cidades – Bucareste, Dublin, Oslo, sofia, Estocolmo, Varsóvia, Zurique – recuperarem a sua riqueza já este ano, o setor do alojamento e serviços de restauração só recuperará a posteriori.


A capital portuguesa é, aliás, das cidade que mais rapidamente recupera nesta alinha do alojamento e serviços de restauração, com a Oxford Economics a apontar 2022 como o ano da recuperação para níveis pré-pandemia, realidade que não acontece, por exemplo, com as artes, entretenimento e lazer.


De resto, das 30 cidades analisadas pela Oxford para esta report, todas elas registaram uma quebra do PIB, em 2020, realidade, estima-se que, seja invertida já em 2021, com a cidade de Lisboa, após uma quebra acima dos 6%, a ser assinalada com uma subida a rondar os 4%. A análise aponta, de resto, que a quebra do PIB das cidades seguiu a descida dos respetivos países, com as maiores quebras nas cidades a serem registadas no Reino Unido e Espanha.



Nos setores analisados pela Oxford Economics – PIB; retalho; transporte e logística; alojamento e serviços de restauração; artes, entretenimento e lazer – Lisboa, Atenas e Birmingham e Manchester são as únicas cidades com subidas previstas para o 2022 no alojamento e serviços de restauração, existindo cidades para as quais as perspetivas de crescimento, ou melhor, retoma, só são estimadas para 2024 e, até mesmo, para depois de 2025, como são os casos de Dublin, Oslo e Bruxelas.



Para estas 30 cidades, os dados analisados estimam um forte crescimento para os anos de 2021 e 2022 e evoluções mais modestas a partir de 2023, caso de Lisboa, cidade para a qual é apontado um crescimento médio entre 2019 e 2025 na ordem dos 5%, acima dos 3% de Roma, mas muito distante das cidades do Leste que apresentam um crescimento médio acima dos 13%.

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